Kitty's Place

domingo, maio 15, 2005

Desabafos

Este post começou por ser uma pequena nota do post anterior, acerca do "trabalho, trabalho, trabalho", mas à medida que fui escrevendo ganhou vida própria. Merece o seu espaço e não ser apenas uma nota de rodapé.



Trabalho na área técnica de SAP e tenho também a responsabilidade de coordenar e ajudar o trabalho dos meus colegas que, curiosamente, embora sejam do quadro (eu não), não entendem muito daquilo (até têm certificações, coisa que não tenho...).

Admito que tenho um problema com a autoridade que me possam ou não reconhecer. Embora perceba mais do assunto do que eles, ou melhor, embora eu já saiba daquilo que falo e eles não, sou uma miúda, comparada com eles, que para além disso nem sequer tem vínculo - alguém me dá a devida credibilidade?

O segundo problema é o local onde trabalho - função pública: a ideia generalizada é de que quem está no quadro acha que já tem o lugar garantido (e é verdade), pelo que se acham no direito de fazerem ZERO o dia inteiro. Pois bem, embora não sejamos todos assim - choquem-se mas há quem realmente dê o couro e o cabelo na função pública - a verdade é que tenho na minha alçada alguns MAUS exemplos destes...

A minha chefe vê-me cheia de trabalho e vem-me logo perguntar se não há nada que lhes possa dar. É uma querida, mas como é que eu lhe explico, sem ofender ninguém o real valor das outras pessoas?
Por um lado detesto ver as coisas por fazer, e já sei que para demorar muito tempo prefiro fazê-las eu, por outro, sou só uma e só tenho duas mãos e uma cabeça (se fosse gajo ainda tinha mais uma, embora aqui não ajudasse! ).

Esta semana, o pior deles (além de não saber, NÃO QUER, nem se preocupa), chamemos-lhe A, tinha uma tarefa para realizar para entregar sexta-feira, já devidamente testada.
Demorei a segunda-feira toda a preparar o documento para ele poder fazer o pedido (a papinha toda), muito mais tempo do que se tivesse feito eu o raio do programa. Basicamente tratava-se de um copy/paste, e mesmo assim teria quatro dias para o fazer.
Tal como previa, passou a vida a fazer-me perguntas DO CU (sim, desculpem, mas é mesmo isso). Na quinta, numa das suas visitas veio ter comigo a pedir-me dicas, onde é que tinha de alterar mais o programa. Enchi-me e disse-lhe que se é para lhe estar a dizer tudo o que tinha que alterar fazia eu o programa (o que muito ele me agradeceria, pois assim ficava no bem bom)! Seja como for só o tornei a ver na sexta...

Para verem a eficiência deste sujeito A, ele tinha um mapa que estava a ser desenvolvido desde o verão de 2003 e ainda não estava terminado. Conclusão: tive que lhe pegar (em Abril) para resolver os problemas - demorei uma 1 hora e 30 minutos...

Só mais um apontamento, eu sei que já vai longo, mas os desabafos não se fazem em 3 linhas: tal como disse a colegas minhas esta semana, formei a minha opinião sobre A na ocasião em que lhe explicava uma coisa básica (que ele tem OBRIGAÇÃO de saber) e, ao mesmo tempo que lhe mostrava como realizar o pretendido ele borrifava-se em mim, olhando pela janela, para o infinito... Desde então, ela nunca mais melhorou, pelo contrário...

2 Comentários:

Blogger Cruxe said... (1:21 da manhã)

E depois não nos dão o devido valor pelo trabalho que com tanto esforço realizamos :(

 
Blogger Kitty said... (11:21 da tarde)

Cruxe: aqui até nem me posso queixar muito disso, só que alturas em que o peso do cansaço se abate sobre nós e aí não há reconhecimento que nos valha, acaba por ser uma frustação... uns encostados e outros a trabalharem... GRRRRR!

 

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