Kitty's Place

sexta-feira, dezembro 31, 2004

Mojito

Ingredientes:

- pedras de gelo;
- club soda (em alternativa água com gás);
- ramos de hortelã;
- 1 colher (chá) de açúcar amarelo;
- sumo de limão ou lima;
- 50 ml de rum claro.

Preparação:

Coloca-se num copo o açúcar, folhas de hortelã e o sumo do limão. Esmaga-se bem e mistura-se. (Pode ficar uns minutos a repousar assim)
Adiciona-se o gelo. Acrescenta-se o rum e completa-se com club soda ou água com gás.
Mexe-se bem e pode decorar-se com um ramo de hortelã e lima (se fizerem com lima!).


Pessoalmente já fiz a bebida e as quantidades... foram a olho... Cada um depois adapta ao gosto pessoal! Quem gosta de hortelã não deve deixar de experimentar.

É uma bebida tipicamente cubana. Mas atenção: até os cubanos advertem que não se deve abusar. No entanto, se tiver que ser... Hoje é um bom dia! :D

quinta-feira, dezembro 30, 2004

Feminismo - Frase do ano!

Quem me conhece sabe que quando defendo o meu ponto de vista fico um bocadinho exaltada. O G. já me disse, por diversas vezes, que até parece que as jugulares querem saltar do pescoço...

Se há coisa que detesto é a mania de certos homens menosprezarem as mulheres. Exemplo disso são as anedotas do género “porque é que a mulher casa de branco?”.

Sendo assim, não consigo resistir em partilhar esta bela frase do ano, feminista pois está claro (meninas, usem e abusem!):

"Tenho pneu sim... Qual é o avião que não tem?"

Ano novo, a vida continua

Que se utilize a expressão “Boas saídas, Melhores Entradas” ou outras de outro género é compreensível. Queremos acabar o ano bem e começar um novo melhor ainda.

Só não entendo a expressão “Ano novo, Vida nova”.
Ai ele é isso? Chega-se ali às 23:59:59 e “PUF”, por artes mágicas temos uma nova vida. E quais são os critérios para uma nova vida? Hum???
Já sei! Para ser tudo democrático pegamos num papel, escrevemos o nosso nome, metemo-lo num saquinho, baralha-se e tira-se um novo papel – uma nova vida, estilo troca de prendas.
Vai daí que temos o “Manel Jaquim” a ser premiado com a vida da “Maria Albertina” o que deve ser uma verdadeira chatice...

quarta-feira, dezembro 29, 2004

Não sei se quero rir, também não sei se quero chorar...

Hoje dei por mim a ver um e-mail que começava por referenciar que se encontrasse determinada pessoa – chamemos-lhe Sra. A –, a deveria espancar... E porquê?! Isto de andar a espancar pessoa alheia tem muito que se lhe diga, não é assim...

Bom, transcrevo aqui o conteúdo do mesmo...

“Quem vir esta senhora na rua espanque-a!

A estupidez de alguns em português e em directo!

Na SIC Notícias deu uma reportagem onde entrevistaram portugueses que partiram depois da tragédia para a Tailândia, mantendo as férias marcadas, como antes de tudo acontecer.

A Sra. A respondeu que já tinha as férias marcadas, que não tinha ficado nada preocupada com o que tinha acontecido, porque os pais, que lá estavam, tinham enviado uma mensagem a dizer que tinha havido "uns tsunamis e umas coisas", mas estavam bem.
Quando a jornalista lhe pergunta se estava triste com toda a situação, a Sra. A respondeu "sim, claro, agora já não vou ter todas as condições de férias que iria ter se por acaso não tivesse acontecido nada disto, por outro lado, estou contente, porque vejo as coisas mais ao natural, como elas são."Considerações, vamos a elas:
  1. A estupidez não é só de alguns portugueses, não vale a pena achincalhar sempre os mesmos. Um casal de britânicos, que se encontra na zona da catástrofe, e ainda para mais feridos, disseram ontem – vi na SIC – que quando saíssem do hospital iriam regressar ao hotel, ficariam é num piso mais térreo, por causa da falta da mobilidade... Já tinham as férias marcadas não fazia sentido regressarem;


  2. Que sorte os pais da Sra. A não terem levado nem com tsunamis nem com as outras coisas...;


  3. A Sra. A é alem de estúpida é burra, porque ao natural era antes da catástrofe e não depois (devia passar férias no Iraque, deve ser natural q.b., não?). Se tiver sorte e vir a naturalidade da coisa na sua plenitude pode ser que apanhe cólera e veja o que é o mundo real.
Já me ia esquecendo: aceitam-se sugestões para substituir o “A”...

terça-feira, dezembro 28, 2004

Welcome to Las Vegas made in China

Eu bem que tentei evitar o assunto, só que o mesmo é incontornável - trata-se, se ainda não perceberam pelo título, das iluminações de Natal.

Este ano, além da maior árvore de Natal da Europa, temos um verdadeiro espectáculo de luz, cor e sensação, capaz de fazer inveja a qualquer casino de Las Vegas City, tudo com o patrocínio das famosas “lojas do chinês”.

Primeiro apareceu um coração a piscar (não sei como é que o pobre ainda não teve um ataque cardíaco, tal é a velocidade das luzes que o percorrem), depois outro. Ainda não se tinha passado uma semana e já a rua estava em competição, para ver quem teria a varanda mais iluminada (pelo mau gosto).
Há corações, estrelas, sóis, árvores de Natal, as chamadas mangueiras de luzes, enfim, uma imensidão de luz e cores faiscantes, que deixa qualquer um tonto...

Mas o mal não se confina à minha rua, embora aqui tome proporções grotescas. Está por todo o lado. Provavelmente ninguém quis ficar para trás – se o vizinho tem eu também tenho que ter...

Não deixa de ser curioso a proveniência destas iluminações de Natal: as lojas dos chineses, eles que nem sequer são católicos (estão sempre atentos a oportunidades de negócio...).

E já agora, o que é que aquelas lojas têm de especial que atraem clientela, como nunca vi? Só os centros comerciais ao fim-de-semana é que lhes ganham!
O resultado está à vista: nestes últimos tempos, têm expandido o negócio de uma forma incrível. E se virem bem, por exemplo em Lisboa, estão situadas em sítios cujas rendas devem ser de amedrontar qualquer um...

Sou sincera: já entrei em várias destes espaços e continuo sem compreender a motivação para fazer compras nos mesmos. Normalmente têm um cheiro insuportável, os preços até podem ser baratos mas a qualidade é de lamentar e a utilidade de muito do que lá se vende nem merece qualquer consideração.

Como a tendência natural deverá ser o acréscimo de luzes, à medida que os anos passam, os próximos Natais vão ser ainda coloridos... (socorro...)

Construam lá o casino que decoração já temos.

Geração ?

A minha geração foi apelidada de rasca. Não me afecta. Provavelmente quem teve a brilhante ideia de tal rótulo sentiu-se amedrontado pela mudança que se alastrou desde esses tempos. A mudança, de facto, consegue intimidar – há que tentar desvalorizá-la.

Agora há telemóveis de terceira geração – telefonem quando estiverem na casa de banho, só já falta a parte da transmissão do cheiro –, leitores de DVD’s, PC’s, Internet, enfim, uma panóplia de coisas inimagináveis, até há bem pouco tempo atrás.

Consequências? Realmente é sempre bom as coisas evoluírem, mas será que é necessário que tudo evolua?

Não posso deixar de pensar, por exemplo, no Natal.
Também considero que o Natal se tornou em algo verdadeiramente monstruoso, cujo espírito se adulterou.
(Vejam também as opiniões do G. (no comentário ao post Feliz Natal), ou da Noguinhas ou do Marco, n'O Meu Caderno)

Lembro-me até hoje, com mágoa, do dia em que a minha professora primária nos disse categoricamente que o Pai Natal não existia e era pura invenção dos nossos pais.
Realmente tinha razão, mas será que estava no âmbito das suas funções esta revelação? Eu continuo a achar que não...

Nesse tempo apenas as crianças tinham direito a presentes e não a tudo o que queriam. Hoje em dia os pais, a avaliar por colegas meus, até lhes dão os catálogos de brinquedos, uma caneta e eles que façam as cruzes no que querem. No dia D, ou melhor, no dia N, lá está tudo debaixo da árvore.

Hoje todos recebem prendas, muitas vezes inúteis. Continuamos a dizer, cinicamente, que gostamos só porque parece bem.
Vive-se num mundo de aparências, em que temos pressa para tudo, não temos tempo para nada. Nem para ver que satisfazer todas as vontades das crianças não é benéfico. Como é que elas vão perceber que nem tudo está ao seu alcance, que há um limite? Há medida que crescem vão ficando cada vez mais exigentes. O que fazer entretanto? Abre-se a “Conta Poupança Natal”...

Outro aspecto que sobressai da questão da falta de tempo para tudo é a fast food. Caminhamos em direcção aos norte-americanos e ninguém parece muito preocupado. Hoje posso dizer que fiquei surpreendida quando ouvi uma criança dizer que, para si, o melhor do ano de 2004 tinha sido a sua festa de aniversário na Telepizza...

Portanto, vamos ter futuros jovens sem limites e obesos. Escrever, provavelmente, só sabem se meterem “k” em todo o lado. Na matemática é melhor nem falar...

O presente é rasca e o futuro, como será?!

Férias

Agora que estou de férias aproveito para fazer tudo o que não fiz durante o ano... Ou então não.

Aqueles papéis que estão por arrumar, o carro que precisa de uma limpeza, livros para ler, filmes para ver, ideias para desenvolver e, sobretudo, dormir no conforto da minha cama, sabendo que não tenho horário a cumprir. E sabe tão bem com este frio...

O mundo, lá fora, não precisa de mim. Dispensou-me durante uma semana, ou então não...

segunda-feira, dezembro 27, 2004

Boinas

Vocês acreditem naquilo que vos digo: desconfiem sempre de condutores de boina...

... Pelo menos na região da grande Lisboa. (Aí para os lados de Beja só o M. ou a S. podem dizer!)

domingo, dezembro 26, 2004

8.9 em 9

Num dia em que, segundo os números oficiais, já faleceram mais de 8600 pessoas (actualização às 15:30), graças às forças da natureza, parece-me despropositado colocar o post que tinha pensado para hoje, já que faz um mês que o blog se iniciou...

Bochechas

Não sei em que ficaram a pensar com o título do post...

É o nome do pinguim bebé, do Oceanário de Lisboa! :)

O Bochechas e os seus familiares poderão ser visitados diariamente, não se esqueçam!

sábado, dezembro 25, 2004

Eco Natal

E agora, na ressaca da troca de prendas, pelas quais tanto “batalharam”, o que sobeja? O lixo. Mas será que se trata apenas disso?
Provavelmente uma inspecção mais cuidada mostra que a maioria do suposto lixo, gerado nesta época, pode ter um destino que não o caixote habitual – ele é RECICLÁVEL.

O papel de embrulho e as embalagens das prendas devem ser separadas segundo o seu tipo – papel/cartão ou plástico/metal – e colocadas no ecoponto respectivo.
Se sobrarem laços intactos ou mesmo papel de embrulho, porque não guardá-los para uma próxima vez? Não se trata de ser forreta mas sim de reaproveitar aquilo que ainda é perfeitamente válido – os recursos não são inesgotáveis.

Não existe ecoponto perto de casa? (continuo sem perceber como que é que é possível construírem-se urbanizações sem que estas tenham ecopontos ou, pior, concelhos que ainda não instituíram a reciclagem...)
Há sempre uma solução. Pode-se sempre arrumar tudo no automóvel e fazer-se um passeio a um ecoponto. (Se tantos de nós passeiam em centros comerciais, de certo que poderão fazer o esforço de, pelo caminho, colocar o material reciclável no sítio adequado).

Não vale a pena dizerem que sou ridícula ao sugerir tal coisa, pois devo ter um ecoponto perto de casa – e até tenho – e, portanto, não me custa nada. A verdade é que duvido que muitos se proponham a juntar, no trabalho, sacos com as garrafas de água e papéis, ao mesmo tempo que chateiam os colegas para não deitarem o material reciclável no lixo, e, no fim, trazerem tudo no carro, para reciclar – é isso que faço.

No que respeita a reciclagem vamos sempre atrasados - é algo que todos deveriam ter começado há muito.
Há sempre incertezas que subsistem e neste caso o objecto de dúvida deverá ser colocado no lixo comum, porque pior do que não reciclar, é chegar a um ecoponto e atirar todo o tipo de lixo para o mesmo recipiente, como já vi.

De qualquer forma, nesta altura o que sobressai deve ser facilmente classificável. Qualquer dúvida há sempre o Ponto Verde.

sexta-feira, dezembro 24, 2004

Feliz Natal

Quis encontrar uma forma original de vos enviar um Feliz Natal: decidi que este ano iria fazer postais.

Comprei o papel colorido, seleccionei uma série de desenhos para fazer e a mensagem, depois do resto feito, logo surgiria espontaneamente, à medida do destinatário do postal.

Quando partilhava esta ideia não me compreendiam. Pensavam que iria comprar postais e enviá-los. Então eu repetia que não era bem essa ideia – eu queria mesmo FAZÊ-LOS. A reacção era logo que era louca... Só a paciência para isso. Faltou-me, portanto, o incentivo. Preciso que me estimulem. Ora, ao dizerem-me que era maluca não me ajudaram muito.

Sendo assim, chego a este dia e os postais não estão feitos... Mas hão-de estar e nesse dia receberão o vosso, nem que estejamos no Verão. Afinal, o Natal é quando o Homem quiser.

Depois pensei numa forma engraçada para um postal electrónico. Lembrei-me de escrever, nas unhas, a mensagem Feliz Natal. Aqui fui traída pela máquina fotográfica...
Enquanto escrevo estas palavras as minhas unhas, de facto, desejam um bom Natal a todos, mas não tenho forma de vos mostrar...
Agora que olho para elas e partilho isto com vocês estou a sentir-me um pouco ridícula, mas que se lixe!

Fica então, apenas uma imagem natalícia dos Forever Friends...


Tudo de bom neste Natal. Boas Festas.
(Em Janeiro não se esqueçam de regressar ao ginásio ou aumentar a intensidade do treino!)


Sugestão de última hora

Na senda do demo, que tal oferecerem este pequeno diabo?
Embora já não vão a tempo para este Natal, fica aqui a sugestão (à venda no site Ingeniu):


"Horny é o Diabo-vermelho, ele está a ficar um pouco excitado dentro do seu ardente fato vermelho e… nota-se!
Tente colocar um destes na sua secretária ou na estante lá de casa e, espere pela reacção de quem chega."

Adenda Demoníaca

Nem de propósito... Peguei na Visão desta semana - a n.º 616 - e dei pela sua mais recente coluna: "Boca do Inferno", escrita pelo Ricardo Araújo Pereira.

Não sabem quem é? E se eu disser "Falam, falam, falam, (...), e eu não os vejo a fazer nada. Fico chateado, com certeza que fico chateado, pá".

Humor do Demo! É a não perder :)

Obra do Demo

Independentemente das crenças de cada um, creio que há algo que não podemos negar: há certas coisas que são obra do demo! Não como sendo a personificação do mal, apenas porque são uma grande TENTAÇÃO!

Mais que nunca estão por todo o lado... São os chocolates e doces em catadupa – esta noite é que vai ser.

Um chocolatinho não chega, ora, há tantos, lá vai mais um...

Confesso que quando gosto de algo não consigo parar (tenho um problema sério com os “After Eight”, felizmente os restantes chocolates não me dizem grande coisa*, a não ser que estejamos a falar de “Toblerone”).

Outro exemplo são os “Sugus”. Essa mítica recordação dos tempos de criancice. Recordação queria eu, porque, de vez em quando, alguém vai ao supermercado e lembra-se de comprar essa invenção diabólica - já sei que o dia não vai acabar da melhor forma.
No entanto, racionalmente sei que me faz mal, mas não consigo evitar. É triste...

É mesmo GULA!

* Não é que os After Eight e os Toblerone falem comigo... Pensando melhor até falam. Dizem-me sempre: “Come-me! E já!”

quinta-feira, dezembro 23, 2004

Votem

Ao contrário do que poderiam pensar, este post não se trata de um apelo ao voto nas próximas legislativas. Trata-se de algo bem mais egocêntrico.

Perguntaram-me porque é que não punha uma foto minha no blog. Eu disse PORQUE NÃO.
Disseram-me que devia deixar isso à consideração da malta. Eu disse PODE SER.

Portanto, se vos apetecer, façam favor de votar, no inquérito que se encontra no lado direito, na vossa preferência:

  1. O bonequinho que já está no blog, que injustamente foi apelidado de macaco;

  2. Uma foto minha, sabendo que irão ficar traumatizados para o resto da vida (pelo menos ficam com material para os vossos filhos comerem a sopa toda).
Você decide! (lembram-se desse mítico programa?)

Eu prometo (estamos na época das promessas...) ser democrática. No entanto, vou adiantando que prefiro como está...

BOAS FESTAS!

quarta-feira, dezembro 22, 2004

Sem abrigo

Na revista TV Guia desta semana, a n.º 1351, dei por uma reportagem, na qual vestiram João Catarré* de mendigo, para ver que tal se saía, junto da população lisboeta.

Não vale a pena ter ilusões: a caracterização foi um sucesso e ele foi, de facto, ignorado, como se tratasse de um verdadeiro sem-abrigo. Até aqui nada de novo.

Desde que li, algures no passado, uma notícia sobre uma italiana, que tinha dado à luz o seu filho, no passeio, e ninguém tinha parado para ajudar a mesma, que este tipo de indiferença não me espanta.

O que realmente me chamou à atenção nesta história foram outros detalhes, que talvez sejam indiferentes à maioria (normalmente não consigo identificar o óbvio, mas aquele pormenor que ninguém vê... eu faço de conta que também não vejo):
  1. Se queriam mostrar que somos, realmente, indiferentes aos sem-abrigo, mesmo nesta época festiva, porque é que foram contratar um actor e não foram à procura de um caso real (infelizmente têm muito por onde escolher)?


  2. Já que contrataram um actor, porque é que foi necessário ir ao cabeleireiro Moreno para preparar o cabelo?


  3. Porque é que necessitaram de dar um ar velho e estragado à roupa usada pelo “boneco”? Não conseguiam encontrar nada no cesto da roupa suja que servisse? Então e o cheiro, como é que conseguiram reproduzir o mesmo?


  4. Quando realmente alguém se compadeceu da sua miséria aparente, João Catarré afirma “Foi engraçado porque tive oportunidade para ver na cara dessas pessoas preocupação real.”. Nem sei bem o que dizer acerca disto, fico com o estômago embrulhado...


  5. Três horas depois, às duas da tarde, finda a representação, o actor regressa ao cabeleireiro Moreno.
    Referem, no final da reportagem que, apesar de retirar a “máscara” este mantém a expressão triste. Depois de almoçar de certeza que lhe passou, afinal é actor, não é?
Em três páginas de texto e fotografias salva-se, a meu ver, um pequeno rectângulo onde divulgam o NIB de três instituições que auxiliam os sem-abrigo.

*Não reconheceria esse jovem na rua de qualquer maneira. Parece que era um dos actores numa telenovela que metia fruta doce. Eu costumo gostar de fruta mais ácida...

terça-feira, dezembro 21, 2004

Sô Tor

Depois da ida da Nanita ao médico tive que ver qual era o problema que me afligia...

Doctor Unheimlich has diagnosed me with
Kittyosis
Cause:improperly prepared squirty cream
Symptoms:pacing, excessive paralysis, swollen appendix
Cure:expensive biofeedback devices
Enter your name, for your own diagnosis:

Ao rubro

O ambiente está mesmo bom. Apreciem a qualidade do diálogo de duas colegas, há segundos:

R - Eu gosto de começar pela pontinha.
L - Eu gosto mais de chupar.
Restante malta - O quê?!
L - É para o líquido sair mais rápido.
R - Hum, que gostoso.
L - Isto aquece...

Ainda bem que só estavam a falar de Mon Chérie...

Winter Time

Está em contagem decrescente.
Podem até fechar-lhe a porta, mas o solstício de Inverno chega hoje ao 12h42m...

segunda-feira, dezembro 20, 2004

Receita para tomar banho

Número de pessoas: 1
Tempo: 20 minutos
Preparação: na banheira
Grau de dificuldade: fácil


Ingredientes (para uma pessoa):

§ Uma banheira;
§ Água;
§ Champô;
§ Gel Duche/Sabonete;
§ Cremes q.b.

Preparação

  1. Antes de mais nada ponha a água a correr na banheira. Escolha a temperatura da mesma a seu gosto (a pele seca não deverá suportar água muito quente);


  2. Se ainda não aderiu à moda naturista vai reparar rapidamente que ainda há uma barreira entre si e a banheira. Toca a tirar essa roupa;


  3. Molhe-se, convenientemente, a fim de proceder ao banho. Sugere-se que comece a limpeza numa ponta e termine na outra, para que não sejam esquecidos pormenores (esse umbigo não deve ser descuidado).
    Se for do tipo de pessoas que, enquanto toma banho, pensa em tudo, menos no que está a fazer, deverá optar sempre por gel duche, no qual adicionará tinta-da-china, para garantir que nada é esquecido (neste caso não demore muito tempo, a não ser que queira deixar secar a tinta para fazer tatuagens);


  4. Tenha particular atenção ao seu cabelo.Caso não queira lavar o mesmo pode sempre utilizar uma touca como protecção.Se necessitar utilize, além do champô, amaciador (devem ser separados – não utilize “2 em 1”, pois tendem a estragar mais o cabelo);


  5. Depois de tudo bem lavado, passe por bastante água corrente para retirar a espuma;


  6. Escolha uma toalha bem fofa, para não irritar a pele. Tenha o cuidado de limpar-se, sem esfregar a toalha na pele, pois poderia irritá-la.
    Que fique tudo bem sequinho. Caso contrário pode aparecer alguma micose marota e depois já não poderá trabalhar convenientemente, sempre a coçar a dita;


  7. Aplique os cremes;


  8. Já está o banho tomado. Vista-se antes que se constipe.
Versão Criança

Necessária atenção redobrada: desde que a deixem, a criança, é capaz de tudo. Pode ter a certeza que, se puder, ela transforma a banheira num cenário da Guerra das Estrelas.

Versão Relaxante

Encha bem a banheira e adicione-lhe algo como sais de banho ou óleos próprios para o efeito. Pode optar por velas, desligando as luzes, mas neste caso certifique-se que não existem materiais inflamáveis perto das mesmas.
Ligue a música e aproveite para relaxar. Este momento é só seu, não deixe que ninguém o estrague (desligue o telefone e feche a porta).
Pode levar uma revista, um livro, algo para se entreter, enquanto desfruta o momento. Pode até preparar uma bebida, que tal?
Se adormece facilmente leve um relógio para perto de si e active o alarme.

Nota Importante:

Não se esqueça que o banho tem um fim higiénico, daí só ser necessário um interveniente (a não ser que estejamos a falar de crianças).
É para esfregar tudo bem esfregadinho, sem cair no exagero. Nada de esfregar demais certas zonas pois o resultado terá um efeito (anti-higiénico) contrário ao pretendido...

Num minuto

É incrível como, num minuto, praguejo violentamente contra o alienado que se mete à frente do meu carro, de forma despropositada, para parar logo após dois metros, sem pisca, e no outro, após um peão me ter concedido passagem – um estranho – sorrio, esquecendo o que me irritara.

Volto a acreditar que em nós – monstros cruéis – ainda habita algo de bom.

Será ingenuidade minha?

domingo, dezembro 19, 2004

Ideias Soltas

As ideias flutuam-me na mente, como dedos impacientes tamborilando numa mesa...

Chocam, rebelam-se, recusam-se a colaborar. Murmuram, conspiram contra mim. Quem pensaria que ordená-las daria tanto trabalho?

Qual pastor, com o seu fiel cão para o auxiliar, conduzo-as para onde quero.
Terão que se curvar à minha vontade, por mais rebeldes que sejam!

Riem-se, satirizam-me... Continuem. Vergar-vos-ei e assim, quando se encontrarem devidamente arrumadas e quietas, o texto escorrerá livremente.

sábado, dezembro 18, 2004

Desejos

Quem dera ser um pássaro para voar solta por aí, planando sobre o mundo. Como um papagaio ou uma arara - coloridos, cheios de vitalidade.
Invadiria o espaço com alarido e ao gritar bem alto espalharia alegria.

Quem dera ser a lua, qual bolacha Maria pendurada no céu, olhando para a terra, de quem é eterna escrava.
Iluminaria a noite escura e fria e alimentaria a esperança, de quem se encontra perdido, de voltar a encontrar um caminho.

Quem dera ser um arco-íris. Recompensa após a tempestade.
Confortaria e alentaria aqueles que ainda acreditam que as adversidades não são infinitas.

Quem dera ser o sol. Não para ser o centro do universo.
Aqueceria os corações mais empedernidos, que persistem em ficar na escuridão. Trá-los-ia para a luz, queimando a negridão que lhes envolve a alma, que lhes consome o corpo.

Liberta da miséria humana ficaria.

sexta-feira, dezembro 17, 2004

Vizinhos

Tenho a infelicidade de morar num apartamento. É realmente uma infelicidade porque o meu prédio apresenta, provavelmente, a maior concentração de malucos, per capita, do país, quiçá do mundo (excepção feita às instituições psiquiátricas, como é óbvio).

Geralmente não gosto de música techno ou electrónica e porquê? Porque desde tenra idade (ou tenrinha, que ainda não estou assim tão dura!) o meu vizinho do lado, chamemos-lhe A, gostava de por a música no máximo, quando os pais saíam de casa. O prédio parecia que entrava em obras, não sei se me faço entender...
Lembro-me até que, por vezes, ligava o som no máximo, abria a janela, ia lá para baixo encostar-se ao carro da família e ficava a ouvir a música que gritava cá de cima (moramos no terceiro andar)...
Agora já nem os pais respeita. Basta lhe apetecer e liga a música aos urros. De vez em quando leva com a banda sonora do Sr. dos Anéis para aprender (isto porque não acredito que ele consiga apreciar a mesma).

Por outro lado, o pai do A, o sr. B, requer um certo cuidado... Dependendo da hora a que nos cruzamos com ele podemos ficar automaticamente alcoolizados, apenas pela partilha do ar...

Para completar o ramalhete, a mãe do A, a sra. C, resolveu que seria interessante andar de saltos, mal se levanta, até ir trabalhar. Esta semana tem sido uma verdadeira tortura.
Levanto-me às 7 da manhã e enquanto estou a tomar o pequeno almoço oiço o som dos sapatos a trotearem pela casa (chegam a ser uns 20 minutos de tortura - ainda bem que ela sai primeiro que eu).
Já é difícil sair da cama com este tempo e, ainda para mais, aquele martelar fica na cabeça para o resto do dia. Será que ninguém lhe pode oferecer uns chinelos, em vez das meias habituais?

E isto são só os meus vizinhos do lado: uma família com quatro pessoas onde só se aproveita uma, o D, que é o irmão do A...

Fico-me por aqui, não quero que este seja o "Never-ending post"...

quinta-feira, dezembro 16, 2004

Preciso de um nome...

Não consigo resistir ao apelo desta criatura magnífica. Sim, é um post típico de GAJA, e com muito gosto, digno da bela exclamação "É tão fofinho"!

Embora hajam certas e determinadas coisas que, muitas vezes, me chateiam na descrição típica de uma gaja (estou a lembrar-me, por exemplo, da inevitável associação MULHER = COMPRAS), quando toca a animais torno-me uma manteiga derretida...

Já tinha ouvido falar no nascimento do pinguim bebé, no Oceanário de Lisboa, e no concurso para escolher o seu nome... Hoje deu-me para ir ver o site e pronto... Acho que não é preciso dizer mais nada.

Fica aqui a foto do rebento, ainda por baptizar.


Um amigo meu – o S., ou será o R., não sei, é um dos dois; eles também são primos, por isso não se chateiam se eu me enganar - diz que quando tiver um cão lhe vai chamar Degrau, para poder por no portão “Cuidado com o Degrau”... Aqui não daria lá muito jeito...

Quem for criativo que tente a sua sorte, pelo que vi não há limitações de idade para concorrer...

Mais informações no Oceanário de Lisboa.

UPDATE (19.12): desconhecia o facto mas, enquanto não é seleccionado o nome vencedor, os tratadores chamam-lhe "o Gordo"...!

quarta-feira, dezembro 15, 2004

Não calhou...

Ao oferecer uma pastilha elástica o R. olhou para o pacote das mesmas e exclamou algo deste género "Xiiiii, essas são daquelas que se metem no nariz"...

Vamos a factos:

  1. Olhou para o pacote alheio e não conseguiu disfarçar;
  2. Acha que as pastilhas se enfiam no nariz.
Jovem! Andas com um sério problema!

Tive que reforçar a ideia de que eram simples pastilhas elásticas...

De qualquer forma, imaginem o que aconteceu a seguir: todos a visualizar como seria "mastigar" uma pastilha com o nariz e os respectivos balões que dali sairiam!...

Ah! Não eram as Max Air que ele tanto temia! Eram apenas umas simples Chiclet Ice!

Última Hora

Primeira página de um dos nossos jornais: "Bibi" fala à porta fechada!

Ó meus amigos, então estavam à espera do quê para fechar a porta?! É do conhecimento geral que portas abertas têm problemas de audição.

Agora só espero que, além de ouvir bem, a dita porta, emita raios laser mortais (coloridos, estilo guerra das estrelas, é um factor secundário) directos aos culpados desta história, sendo eles arguidos ou não.

terça-feira, dezembro 14, 2004

Sem perdão

Hoje tomei consciência que, aparentemente, tenho duas falhas gravíssimas de personalidade.
Alguns são serial killers, psicopatas, sociopatas ou outra coisa qualquer que envolva “atas” – primatas, por exemplo.
Os meus defeitos são bem piores: não gosto de bacalhau nem queijo...

Não se riam que o caso é bem sério.

Se vissem a cara de incredulidade dos meus interlocutores, de cada vez que eu digo “Não, não gosto de bacalhau”, percebiam. Surgem sempre aquelas perguntas: “Então e se for bacalhau à Brás?”, “E pastéis de bacalhau?”...

NÃO! Não gosto de bacalhau de maneira nenhuma!

Nesta altura, para enfatizarem mais a piedade que sentem por mim, conjuntamente com as habituais já citadas, acresce sempre a pergunta que considero ser a cereja no topo do bolo: “Então e no Natal?”. Desculpem-me, mas esse milagre não é realizável.

A não ser que surja uma quinta fase lunar é óbvio que NÃO como bacalhau no Natal. Será que neste dia o bacalhau sabe a chocolate? Se calhar é isso: o bacalhau tem um sabor diferente nesta época, daí o espanto colectivo.

A situação só piora mesmo quando ao “não gosto de bacalhau” é acrescentado “nem queijo”...

Amanhã já sei que tenho o pelotão de fuzilamento à porta. Realmente são falhas irreparáveis.

segunda-feira, dezembro 13, 2004

Sinais

Estava eu a vegetar em frente ao pequeno almoço – sim, às 7:00 da manhã, antes de sair de casa, o máximo que me é possível é a imitação da espécie vegetal – quando me apercebi que iam dar as notícias.
Ah! Que grande espanto. A notícia de abertura foi a vitória do FCP, a segunda notícia foi a derrota do Benfica, em terceiro a Casa Pia e, por fim, a notícia que referia que o Presidente da República iria receber Santana Lopes.

Desta vez surpreenderam-me: até o futebol consegue superar a Casa Pia! Com essa apanharam-me, ou então não, é mesmo só o meu mau feitio...

É claro que outras questões de relevância para o país nem sequer são tidas em conta. Até porque a importância que poderiam ter é relativa. As massas querem outro tipo de espectáculo, de modo que, as minorias que se lixem.

Eu vi logo que o dia não augurava grande coisa: estava a chover, o trânsito estava simplesmente caótico (será que ninguém aprende que piso molhado é diferente de piso seco?!), o futebol a chatear a cabeça de quem tem uma águia no coração e ontem o carro ficou estacionado num local diferente do habitual (lembro-me de ter pensado “Amanhã não te vais lembrar onde tens o carro” - dito e feito, saí de casa e voltei à direita, como habitual, mas o raio da viatura estava para a esquerda...).

Portanto, sinais que qualquer vidente saberia interpretar sabiamente: tremor de terra!

Não foi o abalo sentido que me incomodou. Contudo, uma pessoa chega a casa, quer ver um bocadinho das notícias e o que ganha como presente?! Um rol interminável de pessoas a dizer que tinha sentido isto e aquilo e telefonado para não sem quem... PLEASE...

Ainda bem que tenho TV Cabo!

domingo, dezembro 12, 2004

Sucessão de factos sem correlação

Há quem não acredite em coincidências.

- Primeira coincidência
Para aí em Outubro, li um livro de John Grisham, “O Natal de Mr. Krank”. É um livro simpático e pequeno (apenas com 150 páginas).
Curiosamente estamos quase na época natalícia... No entanto, não foi isso que me levou a lê-lo. Tenho, por hábito, alguns livros de reserva só que, na altura, aquele era o único que sobejava.

- Segunda coincidência
Constatei, há cerca de três semanas, que iria estrear um filme, típico desta época, intitulado “Christmas with the Kranks”, no original. “Hum... Se calhar é adaptação do livro”, pensei eu então. Olha, e não é que é mesmo?
Quis alguém que a tradução portuguesa resultasse em algo tão singelo como “Natal Radical”.
A tradução eficiente dos títulos dos filmes para a nossa língua já se impõe, desde há muito. Era preferível que estivessem quedos. Ficava o original e pronto.
Qual seria o problema se o título fosse, por exemplo, “O Natal com a família Krank”? Não! Tem que ser um Natal melhor que isso, tem que ser radical...
Parece-me que quem seleccionou este título, na versão portuguesa, não leu o livro. E eu também não vi, nem devo ver, a não ser que dê na tv, o filme, por isso estou para aqui a colocar uma hipótese que não posso fundamentar...
De qualquer forma, a julgar pelo livro e pela interpretação que fiz do mesmo, o Natal da família Krank pareceu-me tudo menos radical, só porque decidiram fazer um cruzeiro, pelas Caraíbas, em vez de viverem a tradicional loucura* de Natal...

- Terceira coincidência
Como não há duas sem três, estava eu a escrever os primeiros parágrafos do texto, quando me veio à ideia que existe um livro editado com o nome de “Não há coincidências”, não é assim?
A demonstração “científica” que se fará no mesmo, de forma a assegurar a afirmação do título, é que não faço ideia qual seja. Aqui a Sra. realmente tem razão: não é uma coincidência ainda não ter lido nenhum dos seus livros, é um acto deliberado e pleno de consciência, que ir-se-á repetir no futuro.

* Aqui está um tema que ainda vai ser alvo de post... Não resisto a comentar a mescla de decorações que vou observando, todos os dias, nas janelas e varandas das casas. Aguardem!

sábado, dezembro 11, 2004

Because we must care

sexta-feira, dezembro 10, 2004

Será que é desta?

Não sei explicar o porquê, mas a verdade é que o meu cérebro entende aquele espaço do depósito de combustível, comummente apelidado de reserva, como sendo parte integrante do mesmo e como tal, para gastar...

Hoje foi mais um desses dias... Ponho gasolina já ou quando voltar? Quando voltar. Deu para chegar ao destino.
Há sempre o aspecto da perspectiva. Dependendo da inclinação da estrada o depósito, neste momento, parece que tem muito pouco ou quase nada...
A pergunta que se impõe é: Será que vou conseguir chegar à bomba de gasolina mais próxima? Sinceramente não sei...

Há quem goste de desafiar a lei da gravidade, eu passo a vida a desafiar a falta de combustível no automóvel...

E será que é desta que aprendo? Provavelmente não...

LOTR

One ring to rule them all,
One ring to find them,
One ring to bring them all,
And in the darkness bind them.


Só porque hoje é, finalmente, lançado o "pacotão" das edições especiais do Sr. dos Anéis. Aquele que eu estava à espera!

Sim, gosto bastante e daí? Atenção! Não sou fanática: só vi cada um dos filmes uma vez no cinema, não sei nenhuma fala de cor, com excepção do "My precious", acho que ainda não estou a precisar de camisa de forças.

Mas, invariavelmente, leiam os livros que são bem melhores que os filmes.
Eu sei que são adaptações, mas falta ao terceiro filme um bom bocado da história final, onde o Saruman ainda põe as manguinhas de fora, o malandro...

Quem não gosta do género, esqueça o post...

Parabéns?!

Afastaste-te. Não entendo porquê.

Sempre tivemos as nossas diferenças, exactamente por te considerar meu amigo, se não nem sequer perderia tempo a discutir contigo. No entanto, foste a única pessoa, que me lembro, à qual literalmente voltei as costas e deixei a falar sozinho.

És um eterno insatisfeito, já to disse por mais do que uma vez, sentes-te um outsider.

Confesso que já me preocupei mais contigo do que agora. Sabes, a amizade também se cultiva e tu, ao colocares-me de lado, por coisa nenhuma, não ajudas nada.
Se calhar não é por coisa nenhuma. Achas-me demasiado intolerante? Tenta colocar-te na minha posição: nunca me senti respeitada por ti, é natural que seja intolerante a algumas das tuas atitudes.

Disseram-me, noutro dia, que, a certa altura, deixámos de gostar um do outro. Se calhar é verdade... Gosto de pensar que não.

Mas vê bem o ridículo da situação - a última vez que te zangaste comigo, que eu saiba, foi por causa de uma máquina, no ginásio. Mas nota, aqui, ao contrário de outras vezes, zangaste-te sozinho, porque eu nem sequer me apercebi da fúria que te atingiu, só porque te disse que NÃO.

Um mundo que gire à nossa volta, que se molde à nossa vontade, quem não deseja algo assim. Contudo, a reciprocidade é algo básico para o bom funcionamento de qualquer coisa. A maior alegria está em dar e não em receber, não queiras ter tudo sem dar nada em troca.

De qualquer forma, continuo aqui, já sem esperar grande coisa.

Sei que hoje deve ser um dia que não te traz grande felicidade, pensando em anos anteriores. Também isso não percebo porquê. Completas mais um ano de vida. Não é razão para ficar deprimido.

Quem dera que conseguisses ver a vida pelos meus olhos... Há sempre um lado positivo, o sol há-de nascer sempre no dia seguinte, portanto a escuridão há-de sempre passar, e tu aí, persistes em ficar no armário, com pena de ti próprio.

Se estou errada, óptimo.

De qualquer forma, para mim é um dia de alegria. É o teu dia e como tua amiga fico feliz por ti.

Parabéns.

quinta-feira, dezembro 09, 2004

Servir ou ser servido?

Nunca achei que existissem pessoas para servir e outras para serem servidas.

Esta pequena frase recorda-me um certo episódio, que por certo já presenciaram, com outras personagens, com outro texto, porém, a mesma peça.

Trabalhava ali para os lados do C.C. das Amoreiras. Pressa para almoçar equivale a comida rápida, que tanto abunda por lá.
Estava eu na fila para comprar a minha sandocha com Coca-Cola (sim, eu prefiro Coca-Cola e não, não sabe ao mesmo que a Pepsi) quando me deparei com uma criança, sim porque não tinha mais de 11/12 anos, a rebaixar a operadora da caixa.
Abanando a sua nota de 10 contos (foi no tempo da velha moeda) e destilando a maior arrogância do mundo ridicularizou a pobre empregada, cuja função não comportava, com certeza, tal sujeição.

Já não me recordo das palavras proferidas. No entanto, sei que é uma daquelas cenas lamentáveis que assisti, que jamais hei-de esquecer, embora a recordação se encontre a maior parte do tempo adormecida.

A sensação de frustração cresce ao estarmos perante alguém que humilha outrem, sem razão, só porque se sente superior, só porque acha que os outros devem ser seus súbditos.

Não obstante a sua tenra idade a sua atitude denunciava “décadas” de prática na subjugação alheia. Devo lembrar que esta pústula de pré-jovem não se encontrava acompanhado de ninguém adulto.

E cá quem ainda tenha coragem de apelidar a minha geração como rasca... Olhe, rasca e com muito gosto!

E lembrei-me de tudo isto porquê? Quando fui colocar o carro na garagem, a meio da tarde, uma das empregadas tinha acabado de limpar o chão, ao pé dos elevadores, e fiquei cheia de remorsos de pisá-lo, ainda tão fresquinho... (apenas para matar a curiosidade de quem me pergunta de onde me vêem as ideias para os textos)

Me, myself and I

Começou por ser um comentário ao postCorte... de cabelo” mas acabou por ter direito a um lugar próprio. Dizem que um comentário é isso mesmo, não um novo post. E então? Censurem-me, eu ralada.

De facto, vale a pena ser ouriço o ano inteiro. Eu realmente gosto de estar no meu cantinho – posso é chatear tudo e todos – sem que reparem em mim. Estar-me-ei a contradizer?

Mas sabem tão bem estes dias em que me dizem “Olha, nem te conhecia!”...
Foi só um corte de cabelo. OK. O que ficou no chão fazia inveja a um batalhão de carecas...

Amanhã, por esta hora, já volto ao velho aspecto, talvez vá precisar de uns ganchos, estilo Kitty na primária, logo se vê ;o)


Entretanto:

Nanita: foto da nova gadelha eu envio-te por e-mail, se esta não te agradar ;o)

D.: Eu adoro andar às “turras” contigo! Acredita que quando não gosto de alguém nem sequer perco tempo a discutir! :o)

Minhauuuuuuuuuuu!

quarta-feira, dezembro 08, 2004

A canela

Conhecem o Convento Madre de Deus da Verderena, no Barreiro?

Tem um espaço bastante agradável para ir beber um café ou uns copos, principalmente no Verão, com a sua esplanada. No Inverno é aconchegante. Pena ficar repleto num instante, principalmente de fumo...

Se estivermos na esplanada há sempre a hipótese de ver o ataque de uma das corujas (agora já são duas), brancas, bem bonitas, que por lá habitam, às palmeiras onde fervilham os pardais. Isto se estiverem com fome... Pobres pardais. Ficam completamente desorientados quando alguma investe e desgraçado de quem se senta por baixo das palmeiras...

Contudo, a questão pertinente e que já me intrigava há algum tempo era o facto de, ao passar por uma das portas do convento, sentir um cheiro intenso a canela, vindo do jardim...

Podem rir à vontade, mas fazem ideia de onde é originária a canela? Pois, também eu não sabia, até que decidi investigar...

A canela é extraída da casca de uma árvore, que no seu estado selvagem pode atingir os 15 metros de altura – a caneleira – oriunda do Ceilão (Sri Lanka).

Ainda não descobri qual delas é mas agora tenho a certeza que ali, naquele jardim, existe pelo menos uma caneleira!
E quando estiverem a mexer o café com um pau de canela lembrem-se que se trata do tronco de uma árvore.

Corte... de cabelo

Nunca estamos satisfeitos com o nosso cabelo. Quase que me atrevo a dizer que, geralmente, somos os nossos piores inimigos, tal a quantidade de defeitos que vemos em nós. No entanto, não é esse o tema do post...

Se é grande devia ser pequeno, se é encaracolado devia ser liso, se é seco estraga-se muito, se é oleoso parece que fica seboso, se é normal... Bom, normal é que não, afinal de contas significaria não ter problemas e se não estamos satisfeitos é porque ele é tudo, menos normal. Nada de vulgaridades...

Por outro lado, encontramos sempre quem goste muito mais do nosso cabelo em vez do próprio...

Tenho por hábito esquivar-me às idas ao cabeleireiro. Para terem uma noção do quão bem eu me escapo, um ano bom deve representar uma média de três idas, mas tem mesmo que ser bem bom... Vou adiando e quando vejo já passou quase um ano...

Hoje foi dia!

É sempre agradável a sensação que fica depois. Entrou um ouriço e saiu uma bonequinha.

terça-feira, dezembro 07, 2004

The Bright Side

Porque o sol há-de sempre voltar a nascer: nada como encarar a vida de uma forma positiva. :o)

Se até o Barreiro tem uma face bonita...

Desconheço a origem da foto. Recebi-a num e-mail.

Simplicidade

Muitas vezes, se não sempre, a beleza das coisas reside na sua simplicidade.

Por mais complexo que algo se apresente diante dos meus olhos, na maioria dos casos, não supera pequenos momentos de prazer e alegria, proporcionados por coisas quotidianas, provavelmente consideradas menores, como ver um pardal a voar no departamento do lado, ao chegar de manhã.
Este tipo de pequenas surpresas são insubstituíveis, fazem-me sorrir e acreditar que, afinal, ainda é possível surpreender-me, pela positiva. Basta estar atenta.

segunda-feira, dezembro 06, 2004

Bastidores

Provavelmente ninguém irá acreditar em mim quando digo que a vida de uma vampira, nestes tempos modernos, não é nada fácil.
Todos nos vêem como os vilões da história, quando na verdade somos as reais vítimas.
Podem parar de rir... O assunto é sério. Não gostamos de falar nisto mas tenho que o partilhar com alguém, já não aguento mais.

Parem um segundo para pensar. Eu não consigo ver o meu reflexo no espelho! Como é que eu vou saber se estou bem, se determinado modelo me assenta que nem uma luva? Provavelmente pareço um saco de batatas, não tenho como o confirmar.
Pois, estou sempre dependente daquela gordurosa. Diz que estou bem, mas sabem como é, não dá para confiar. A inveja é mais que muita. Quantas vezes já lhe disse que estava um brinquinho e parecia uma porca horrível, uma verdadeira monstruosidade...

Já viram a contradição?! Tenho a vida eterna e de que me serve esta se vivo na dúvida de ser eternamente feia? Não sei, não faço a mínima ideia. Já me esqueci do meu aspecto. Tenho alguns esboços, mais nada. Espelhos, fotos, tudo inútil.
Maldita a hora que o outro estúpido resolveu morder o meu pescocinho. Nessa altura, há séculos atrás, as coisas não me pareciam tão más, mas agora... Quem é vai abrir a porta ou dar conversa a uma vampira mal amanhada? O aspecto é fundamental, nestes dias, não sabem o tormento que um vampiro passa.

Vocês acham que só saímos à noite porquê? É óbvio que já arranjamos formas de nos precaver da luz solar, embora com algumas restrições, mas não vale a pena. Isso poria a nu, ainda mais depressa, a nossa identidade. Pelo menos à noite todos os gatos são pardos...

Depois há a actividade, infelizmente vital, de morder pescoços. É um horror. Suja tudo. Acham mesmo que quero andar, por aí, a espetar os caninos em qualquer um? É a necessidade... Qualquer dia ainda levo é com uma estaca no coração. Já viram o meu pânico? Se isso realmente acontece viro pó e então aí é que todos me vão pisar, como se de um monte de lixo se tratasse...

Como eu sofro!

Anúncio

Gatinha com língua mais rápida que o cérebro precisa de paciência, discernimento, tolerância e sapiência para “suportar” aqueles que a enfurecem ou aborrecem, apenas por existirem ou graças à sua ignorância.
Em alternativa, que a sua boca se cale e a sua expressividade se apazigúe sempre que ouvir um chorrilho de imbecilidades. Já ajudava...

domingo, dezembro 05, 2004

Dores de crescimento

Felizmente as dores físicas de crescimento não foram muitas, com excepção daquelas abdominais, que supostamente nos deviam alegrar, já que o nosso corpo de mulher funciona às mil maravilhas...
Também essas, com o passar do tempo, foram substituídas pelas dores de cabeça insuportáveis, em que só me apetece aninhar na cama e dormir até que passem, tudo para que o nosso corpo de mulher não funcione bem demais - malditos comprimidos.
Mas mesmo estas só incomodam uma vez por mês, no máximo, durante três dias...

Contudo, a dor psicológica inerente a este processo de crescer... essa parece não ter fim...

Provavelmente a melhor coisa que me ocorre à pergunta “o que queres ser quando fores grande” é continuar a ser pequena.

Obviamente que não estou a falar de tudo... Refiro-me, concretamente, à pressão exercida para que cresçamos à força.
Reparo, todos os dias, que há quem acredite que, para se ser sério e responsável, é necessário manter uma atitude cinzenta, completamente desprovida de humor.

Já me apelidaram de miúda, de “pitufa”, de criança, de traquinas, por estar sempre na brincadeira, por ver sempre tudo de uma perspectiva optimista...

Tenho mesmo que mudar para ser mais responsável? Não me parece.

Sim, gosto de coisas de criança. Gosto de ver desenhos animados, por exemplo. Ainda noutro sábado tive que ir trabalhar e enquanto tomava o pequeno almoço lá fiquei a ver uma qualquer série infantil e só me fui embora quando o episódio acabou, e então?! A única diferença é que antes levantava-me às 7 da manhã para ver a boneca e agora há a tv por cabo.

Vocês não jogam playstation/PC? Não jogam à bola? Não têm os vossos entretenimentos mais infantis? Ou será que precisam de encobrir o espírito infantil através dos filhos? Se não os têem é que é pior... Esperem. Entretanto podem ter matado a criança que existe em vocês.

As brincadeiras podem ir evoluindo, claro, mas a criança que há em nós grita. A minha continua de boa saúde, pronta a arreliar qualquer um.

sábado, dezembro 04, 2004

Comunismo

Habito, desde sempre, no Barreiro. Localidade conotada com o comunismo. Até aí, tudo bem, nada de novo.

Lembro-me que, quando fazíamos as denominadas “visitas de estudo”, por esse Portugal fora, bastava referir a nossa origem e havia quem “torcesse” o nariz... Terra de comunas, pensavam os nossos interlocutores.
De qualquer forma, as crianças não ligam às ferroadas desferidas pelos adultos, nem as entendem. Guardam-nas num cantinho, ou não? Sei que eu o fiz. Agora já as entendo bem demais. Continuo a achar que, por vezes, a ignorância é uma bênção.

Sendo assim, agora quando alguém me diz, na brincadeira ou não, “Barreiro – só comunistas” digamos que não fico propriamente calada. Cometem-se várias imprecisões com este tipo de comentário:
  1. O Barreiro não é constituído só por comunistas, prova é que nas últimas autárquicas venceu o PS;

  2. Tenho massa encefálica suficiente para escolher em quem hei-de votar, não é preciso que a minha cidade decida por mim;

  3. Não sou comunista, aliás, não sou de partido nenhum, mas se o fosse não teria problema nenhum em assumi-lo.
Entretanto, tudo isto porque li uma breve nota na Visão...
Antes de vos deixar aqui a mesma, queria apenas lembrar a definição de comunismo, segundo a Infopédia:
  1. Regime político, económico e social caracterizado pela comunhão de todos os bens (meios de produção e bens de consumo) e pela ausência da propriedade privada;

  2. POLÍTICA doutrina política, económica e social que tem em vista a instauração daquele regime;

  3. Conjunto dos adeptos desta doutrina.
E agora o texto da Visão, de 2 de Dezembro de 2004:

“Instalou-se uma guerra entre duas das esquerdas parlamentares, por causa de um bar da Assembleia da República (AR). O PCP acha que o cafezinho do rés-do-chão, contíguo ao restaurante dos deputados, é exclusivo dos deputados e seus convidados, e não deve ser frequentado por funcionários da AR.(...)”

Pelos vistos deviam rever a definição, não?! Deve ser o meu mau feitio a falar, esqueçam!

Flor de lótus

Confesso que é mais forte que eu. Tentei resistir mas não consigo. “É muito difícil”!

Para os interessados, aqui ficam trechos do livro “Madame Mao"*, de Anchee Min, que acho serem bastaste esclarecedores sobre a atrocidade cometida a miúdas chinesas, tudo porque os homens adoravam pés pequenos e delicados... Assim seria possível obter um casamento melhor.

“A menina é curiosa. (...) Brinca com as tiras de pano que lhe envolvem os pés, pega numa ponta e depois deixa-a cair. A mãe está a mexer um frasco de papa de arroz gomoso. A menina sabe que o arroz será usado como cola. Cola boa, resistente, que não parte, diz a mãe. Que não deixa entrar o ar. As múmias antigas eram conservadas da mesma maneira.

(...)

Quando a mãe afasta o frasco, a menina salta para o chão e começa a brincar.
De agora em diante, deixa-te ficar na cama, que a dor demora a passar, diz a mãe.

A menina só começa a ter problemas na terceira semana. Já está cansada das suas patas de elefante e agora tem dores. Os dedos dos pés reclamam espaço. A mãe está junto dela. Está ali para impedir que a menina rasgue as tiras de pano. Guarda as patas de elefante como se guardasse o futuro da menina. (...) Depois a situação agrava-se. Os pés da menina infectam. As lágrimas da mãe caem. (...) Pergunta porque não teve um filho. Continua a dizer à menina que as mulheres são como as ervas, que nasceram para ser pisadas.

Corre o ano de 1919. (...) A China está em colapso e ninguém presta atenção ao choro da menina.

A menina nunca consegue esquecer as dores, nem sequer depois de se tornar Madame Mao, a mulher mais poderosa da China no fim dos anos sessenta e na década de setenta. Recorda as dores a que chama “provas dos crimes do feudalismo” (...).

(...)

A minha mãe escandaliza-se quando eu arranco as tiras de pano malcheirosas à sua frente e lhe mostro os pés. Estão azuis e amarelos, inchados e cheios de pus.”

Quem dera que fosse apenas ficção...

* Este livro retrata uma abordagem diferente daquela apresentada pelo livro “Cisnes Selvagens”. Trata-se “do outro lado da barricada” da história da China, contudo, sempre na perspectiva da mulher, neste caso de Madame Mao.

Alexandre, o Grande

“Alexandre, o Grande” só se for mesmo em relação à duração do filme... Foram três horas...

Façam a vocês mesmo um favor e não vejam este filme.

Já há muito tempo que não ficava a pensar na estupidez que foi gastar dinheiro no cinema e dar por mim a perguntar-me quando é que afinal o tormento teria fim.
É demasiado longo, a história não cativa e quem for altamente impressionado por cenas gay, esqueça! Muito sinceramente, sem sequer serve para aqueles filmes num fim-de-semana à tarde, quando não apetece, ou não se consegue, fazer nada...

E agora, com uma descomunal dor de costas, graças a ter visto algo tão interessante, vou descansar...

sexta-feira, dezembro 03, 2004

Boys and Girls

Post experimental...

Versão “Girl” – a original

O cérebro masculino e o feminino são irremediavelmente diferentes, não há grandes dúvidas acerca deste facto, espero eu.

No outro dia pus-me a pensar se a classe masculina se perderá, ou não, ao ler os posts.
A verdade é que, como orgulhoso membro da classe feminina, num único texto consigo juntar várias ideias que, aparentemente, não têm qualquer ligação.
É inevitável, começo a escrever, as ideias atropelam-se e quando dou por mim já abordei três ou quatro tópicos que nada têm a ver com a ideia original do post.

Lembro-me deste mesmo sentimento quando li um livro da Joanne Harris, julgo que “A Praia Roubada”, em que a história tem constantes flashbacks. Recordo-me de pensar que se fosse um homem, de certeza, já me tinha perdido na história...

Ainda em relação à Joanne, aprecio bastante os seus livros, já li todos os editados em Portugal, com excepção do livro de culinária. Que utilidade é que eu lhe iria dar? Culinária, ainda para mais, francesa...
No último – “Danças e Contradanças” – livro de contos, bem diferente dos outros – fiquei muito chateada com a editora. Então não é que ela faz referência a dois livros que já escreveu, mas não há meio de serem editados por cá? Estamos mesmo condenados a andar atrasados em relação ao resto da Europa...

Depois há a questão da objectividade. Menina que se preze, por mais que os meninos esperneiem, nunca vai directa ao assunto. Transpondo esta situação para uma viagem, as meninas, podendo fazer o trajecto Lisboa - Porto pela A1 irão primeiro ao Algarve, depois a Espanha e talvez depois se aproximem do Porto...
Outro exemplo desta situação é o post "Dica (da semana)" no blog Autocolante.

Enfim, regressando à ideia original, em jeito de conclusão, os cérebros femininos são diferentes dos masculinos e ainda bem.

Versão “Boy” – objectiva e abreviada

  1. O cérebro feminino é diferente do masculino;

  2. Os homens, geralmente, têm dificuldade em perceber textos com várias ideias encadeadas – há que manter as ideias simples e directas;

  3. Já li todos os livros editados em Portugal da Joanne Harris, com excepção de um que é sobre culinária francesa;

  4. As mulheres não são objectivas.
E que tal?! Agora digam de vossa justiça, faz sentido haver versão “girl” e versão “boy”?!

quinta-feira, dezembro 02, 2004

Crazy Foot

Este post é um bocado arriscado, vou ser gozada o resto da vida, mas que se lixe...

Certo dia estava na praia quando dei pelo G. e o F. a divertirem-se à brava com os meus pezinhos, não são flores de lótus*, mas são pezinhos na mesma! ... Isto já foi à séculos!

Desde então, percebi que, algo que era tão natural para mim, era considerado como um espectáculo de horrores pelos outros... Uns riem-se, outros ficam abismados... Enfim, sou alvo de chacota.

Pobres pés!

Só porque tenho grande flexibilidade nos mesmos, não é razão para tanto...
Vocês que decidam, eu cá acho perfeitamente normal!


De qualquer forma, podem sempre mostrar a foto aos vossos rebentos, se já os tiverem, e alertarem-nos para o facto de se não comerem a sopa toda ficam assim...

* Leiam os “Cisnes Selvagens” ou qualquer livro que invoque tradições chinesas :P
Eu também podia explicar a origem dos “pés flores de lótus” mas ainda dizem que tenho a mania que sei tudo, por isso toca a ler, vá.

Amizade

Fui. Sem vontade nenhuma.

É um daqueles dias em que o meu cérebro se revoltou e pensa que se pode expandir livremente, sem problemas. Seria bom que assim fosse, mas as dores de cabeça que daí advém são um pouco castrantes. A sensação de impotência, perante a dor, vai crescendo à medida que o tempo vai passando...

Mesmo assim fui. Ainda bem.

A amizade é, de facto, um bem precioso. O poder de uma gargalhada cristalina e sincera, na altura certa, opera milagres e aniquila a dor.

Voltei. Com o espírito mais leve.

A dor já espreita, luta para se libertar, mas continua manietada pelo poder que o riso e a boa disposição, provocados pelos amigos, traz.

Voltarás em força mas nada será como antes. Agora estou consciente que a tua derrota está apenas à distância de um Amigo.

quarta-feira, dezembro 01, 2004

1 de Dezembro

Confesso que fiquei um pouco perplexa quando ouvi uma colega dizer que não entendia o porquê de se continuar a comemorar o Primeiro de Dezembro, afinal de contas já tinha sido há tanto tempo, vivemos numa república e o feriado dizia respeito à restauração da monarquia (acho que foram estas as palavras...).

Portanto, não se pode criticar quando o meu colega prontamente lhe respondeu dizendo que Jesus tinha nascido ainda há mais tempo e continuávamos a celebrar o seu nascimento!

História nunca foi um assunto muito do meu agrado, pelo menos, não na escola. Se for através de um bom livro é diferente.

Não estou a falar do “Código Da Vinci”, sim, porque esse ainda não li, estou a recordar-me, por exemplo, dos “Cisnes Selvagens” de Jung Chang, que conta a história da China através de três gerações de mulheres.
Não conhecem?! Vá, toca a levantar esse rabo preguiçoso e ir à livraria mais próxima. Se quiserem ofereço no Natal. Basta dizerem. Vale a pena :o)

De qualquer forma este tema não é, nem será o meu forte, não tenho pretensões nesse sentido. Contudo, parece-me uma tremenda injustiça perante a nossa História renegar assim o dia em que reavemos a nossa soberania.

Somos pequenos, somos os últimos da Europa em quase tudo o que é menos bom, mas continuamos PORTUGUESES graças a este dia, no longínquo ano de 1640.

Elogio ao lençol usado

Ufff....

Uma cama acabada de fazer. “Sabe tão bem” pensa a maioria das pessoas, só não entendo porquê. Na realidade não pode haver nada pior. Os lençóis direitos e arrumados, nem uma ruga aconchegante, completamente desprovidos de personalidade. Não é possível retirar prazer de uma cama assim!... (calma com esses pensamentos)

É como um par de sapatos novos, sem identidade própria ou forma, por moldar. Está bem, não magoa, como o calçado acabado de estrear, contudo, o seu toque é desagradável. O contacto do corpo com os lençóis tão perfeitos... É arrepiante! Temos que dar voltas e mais voltas naquela primeira noite para que fiquem à nossa medida. É uma tarefa árdua!

Não! Definitivamente uma cama acabada de fazer é uma grande chatice.

Esta sociedade já inventou tudo. Todos os dias a publicidade nos incute novas necessidades. Coisas sem sentido, das quais não precisávamos até nos lembrarem disso. Até temos canais de vendas na tv, “for God’s sake”...
Então, pergunto eu, porque é que não inventam uns lençóis que, embora estejam e cheirem a limpo, ao toque pareçam que já foram usados? (por nós, é óbvio, que isto de dormir na cama onde outros já o fizeram não é para aqui chamado...)

Quase se perde a vontade de dormir. Mas está tanto frio...
Pronto, é só esta noite. Não tarda o sentimento de rebelião contra a cama volta, por agora foi apaziguado...

Closed

Normalmente política não me atrai, mas não resisto à publicação de um comentário que o R. fez ontem:

"A discoteca encerrou. O Sr. Primeiro-Ministro vai ter que se retirar"...